Brasil

Desmatamento em unidades federais da Amazônia cai 17%, informa ICMBio

Área registrada pelo Prodes 2026 foi de 111 km²; recorte abrange unidades de conservação federais, e não toda a Amazônia Legal.

Vista aérea de uma extensa área de floresta amazônica.
Floresta em imagem divulgada pelo ICMBio em 23/10/2026. Foto: João Paulo Oliveira Gomes/ICMBio. Data da tomada não informada; imagem de contexto, não registro de toda a área medida pelo Prodes. Origem; CC BY-ND 3.0 do portal.

O desmatamento nas unidades de conservação federais da Amazônia Legal caiu de 134 km² para 111 km² no Prodes 2026, informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nesta sexta-feira, 23 de outubro. A redução anunciada é de 17% em relação ao levantamento anterior.

O número se refere às unidades federais de conservação da Amazônia Legal. Não é o total de desmatamento de toda a região, nem um balanço de todos os biomas brasileiros.

Menor valor da série do recorte

Segundo o instituto, o resultado é o menor desde o início da série dessas áreas, em 2008. O pico foi de 618 km² em 2021; a queda acumulada até o valor divulgado agora é de aproximadamente 82%.

Os dados foram organizados pela área de geoprocessamento do ICMBio a partir do Prodes, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A Agência Brasil também noticiou o levantamento nesta sexta.

Leitura correta do indicador

Prodes 2026 identifica a edição do monitoramento anual utilizada no levantamento. A divulgação em outubro não transforma o dado em uma previsão de como terminará o ano civil de 2026.

O ICMBio atribui a melhora ao fortalecimento da proteção e da fiscalização. Essa é a avaliação do órgão responsável pelas áreas; os números apresentados, isoladamente, não demonstram o peso individual de cada medida na redução.

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