Brasil

SGB aponta indícios no Atlântico; potencial mineral ainda depende de análises

Balanço divulgado em 22/10 trata de expedição encerrada em 8/10; anomalias na água podem indicar atividade hidrotermal, sem comprovar jazida comercial.

Pesquisadores de macacão laranja trabalham com equipamentos de amostragem a bordo do navio Vital de Oliveira.
Equipe na Procordilheira VI, realizada de 9/9 a 8/10/2026 a bordo do Vital de Oliveira. Foto: Divulgação/SGB, distribuída pela assessoria no balanço institucional da expedição. Não é registro de extração comercial.

O Serviço Geológico do Brasil divulgou na quinta-feira (22) o balanço da Procordilheira VI, missão que investigou três áreas da Cordilheira Mesoatlântica. Os pesquisadores observaram anomalias de partículas em suspensão na água, que podem indicar atividade hidrotermal.

Os resultados são preliminares e dependem de análises complementares. O balanço não confirma a existência de uma jazida economicamente viável nem anuncia extração comercial em operação.

Missão terminou em outubro

A expedição ocorreu de 9 de setembro a 8 de outubro, a bordo do navio hidroceanográfico Vital de Oliveira. O comunicado de 22 de outubro relata os resultados iniciais; não se trata de uma descoberta feita nesta sexta-feira.

Durante 29 dias, a equipe reuniu dados geofísicos e oceanográficos e amostras de água e sedimentos. As áreas ficam ao norte do arquipélago de São Pedro e São Paulo, em águas internacionais e nos limites do território nacional, segundo o SGB.

Próximas etapas da pesquisa

O material coletado será usado para detalhar o conhecimento geológico e biológico da região e orientar investigações futuras. A interpretação do potencial mineral ainda está em andamento.

A campanha também reuniu dados para estudar a biodiversidade por DNA ambiental e aprofundou levantamentos iniciados pelo SGB em 2012 e 2013. O trabalho envolve cooperação com a Marinha, universidades e outras instituições.

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