Economia

IPCA-15 desacelera para 0,32% em outubro; alta em 12 meses chega a 4,62%

Prévia divulgada pelo IBGE ficou abaixo dos 0,70% de setembro; energia e passagens ajudaram a conter o índice, que acumula 4,15% no ano.

Mão próxima de lâmpada acesa, em fotografia de arquivo usada para ilustrar o custo da energia elétrica.
Energia elétrica está entre os itens que ajudaram a reduzir a variação mensal. Foto de arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil, disponibilizada pela Agência Gov, que autoriza reprodução com crédito. A fotografia não representa a coleta do IPCA-15.

O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, informou o IBGE nesta sexta-feira (23). A taxa ficou 0,38 ponto percentual abaixo dos 0,70% de setembro. No acumulado de 2026, a variação é de 4,15%; em 12 meses, de 4,62%.

A desaceleração significa que os preços subiram menos na comparação mensal. Não indica queda generalizada do custo de vida: o resultado do índice continuou positivo.

O que ajudou a conter a taxa

O balanço divulgado pela Agência Gov, com informações do IBGE, destaca recuos em energia elétrica residencial, água, passagens aéreas e frutas. A CNN relata que essas quedas ajudaram a compensar pressões de alimentos e combustíveis.

O acumulado em 12 meses passou de 4,47% em setembro para 4,62%. Assim, uma variação mensal menor pode coexistir com aceleração da taxa anual, que compara o período com a base do ano anterior.

Prévia e índice do mês são diferentes

O indicador usado como referência para a meta de inflação é o IPCA. O IPCA-15 antecipa parte do comportamento dos preços, mas tem período de coleta e abrangência próprios.

Nesta divulgação, os preços foram pesquisados de 16 de setembro a 14 de outubro e comparados com os de 15 de agosto a 15 de setembro. O levantamento alcança famílias com renda de um a 40 salários mínimos em 11 áreas urbanas.

O IPCA de outubro ainda não estava fechado na divulgação desta sexta; sua publicação está prevista no calendário do IBGE para 12 de novembro.

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