Brasil

TSE manda retirar publicações que associam detidos com camisetas de Lula ao PT

Liminar de Estela Aranha trata de vídeos de ocorrência em Piracicaba; denúncia sobre colocação das roupas por policiais ainda depende de apuração.

Estela Aranha, de roupa branca, e autoridades em solenidade no TSE, em fotografia de agosto de 2025.
Solenidade de posse de Estela Aranha e Floriano Marques no TSE, em 05/08/2025. Foto de arquivo: Luiz Roberto/TSE, disponibilizada pelo tribunal com Public Domain Mark. Origem. Não retrata o julgamento de 2026.

O Tribunal Superior Eleitoral determinou a retirada de publicações que usaram imagens de detidos com camisetas de apoio a Lula para associar o candidato e o PT à criminalidade. A liminar da ministra Estela Aranha trata de uma ocorrência policial de 21 de outubro em Piracicaba (SP).

A ordem, divulgada pela imprensa antes deste sábado (24), foi conferida pela Rede Poder no documento de seis páginas disponibilizado pelo Poder360. Não se trata de uma nova decisão tomada nesta manhã.

A ministra considerou insuficiente a presença de camisetas partidárias para demonstrar vínculo entre os crimes investigados e o candidato ou seu partido. A roupa também não comprova a preferência eleitoral dos detidos.

O alcance da liminar

O texto manda os responsáveis removerem os conteúdos indicados em três horas e proíbe republicação do mesmo material ou de versões substancialmente idênticas. A lista inclui publicações de Guilherme Derrite, Carlos Jordy, Cabo Müller e o canal de WhatsApp Tropa do Flávio, atribuído à candidatura e ao PL.

Meta e X devem cumprir a retirada e informar as providências ao tribunal. A decisão cita os representados para defesa e prevê exame posterior pelo plenário. É uma medida provisória, sem julgamento definitivo da representação.

O que continua sob investigação

Relatos de que policiais teriam obrigado os abordados a vestir as camisetas são denúncias, não uma conclusão da Justiça. A própria decisão afirma que os elementos apresentados ainda não permitem confirmar essa versão.

A Polícia Militar sustenta que a ocorrência começou com uma denúncia ao 190 e informou ter aberto apuração sobre a conduta dos agentes, conforme UOL e Poder360. Derrite disse ao Poder360 que pretendia chamar atenção para o aliciamento de jovens pelo tráfico e defendeu investigação pelos órgãos competentes.

A Rede Poder não apresenta as acusações contra os policiais como comprovadas, nem interpreta a retirada das publicações como decisão sobre a culpa dos detidos ou dos representados.

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