
Reportagem de Anna Virginia Balloussier, publicada pela Folha neste sábado (24), descreve o uso de imagens de tradições afro-brasileiras e indígenas por influenciadores e apoiadores de Flávio Bolsonaro para apresentar a disputa eleitoral como uma guerra espiritual.
Entre os registros está um vídeo do ato Tambores pela Democracia, de quinta-feira (22), no Largo da Batata, em São Paulo. Publicações nas redes interpretaram a cantiga entoada no evento como ameaça ao candidato.
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A interpretação contestada
O Coletivo Bereia classificou como falsa a alegação de que o vídeo comprova um pedido de morte contra Jair ou Flávio Bolsonaro. Sua checagem, publicada em 23 de outubro, ouviu um participante e uma pesquisadora sobre o sentido das expressões usadas.
Ao Bereia, o pai de santo David Dias afirmou que o trecho mostra indígenas em um Toré e explicou que a cantiga se relaciona à tradição da Jurema. Segundo ele, a referência a conter um inimigo expressa proteção dos territórios, e não um pedido de morte ou doença.
Contexto e limites da verificação
As explicações são atribuídas aos entrevistados pela checagem. A Rede Poder não apresenta as imagens como prova de ameaça concreta, nem trata toda manifestação cristã ou todo apoio a um candidato como intolerância religiosa.
A Folha também relata críticas de religiosos a falas do ato sobre apoio eleitoral dentro de terreiros. O episódio envolve disputa política e interpretações religiosas; a reportagem e a checagem não são decisões judiciais sobre a responsabilidade de cada pessoa citada.

















